Tempos modernos!    Dona Florinda que vivia com seu Castro, arrumava, lavava, passava, cozinhava, por vezes era pintora, pedreira, decoradora, arquiteta, babá, artesã, costureira, modista, recreadora infantil e isso tinha um nome básico: Dona de casa! Atualmente a modernidade tomou conta, mulheres modernas trabalham fora e dentro de casa, porém houve com toda essa clareza de empoderamento o Desempoderamento e a desvalorização da dona de casa. Mas em conceito múltiplo: dona de casa é aquela que Ama seu lar, sua família, não necessariamente precisa cozinhar diariamente ou fazer tudo igual sempre, basta que tenha prazer em ajeitar as coisinhas do seu Lar,  que goste de  gerí-lo, pode delegar funções também. Ah... essa modernidade, a coisa fica tão moderna, mas se a moça ou mulher está desempregada ou ganha pouco pede ajuda para o papai . Graças à Deus ou ao marido . Mas afinal no caso de dona Florinda o marido ganhava bem, Dona Florinda era a mulher trabalho! Filhos cresceram, o marido enricou e o trabalho da gestora do lar que serviu a todos e a ela também ficou em desvantagem. Seu Castro arrumou namorada, fez mais filhos, teve uns quatro durante o casamento e Dona Florinda ainda teve que dividir sua casinha com os quatro filhos que não haviam saído de sua barriga. Assim ficou a modernidade, Dona Florinda que tanto deixou o piso da cozinha brilhando, pintou paredes, se virou nos trinta, teve que dividir o seu esforço com estranhos no ninho e que ninho? O ninho que Dona Florinda  floriu! E que flores, às flores que o vento levou as pétalas. Esqueceu-se da academia, esqueceu-se dos cremes, dos spas, das viagens que nunca fez, do amor muito louco que nunca teve, das festas alegres com gente feliz, dos restaurantes que deixou de ir e no final esqueceram da esquecida Dona Florinda que deveria ter esquecido de tudo e simplesmente deveria ter desabrochado! Modernidade.....texto Cris

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