Gratidão!

Fotos acima são de agradecimento por 1 ano de recuperação e vai assim a vida toda. Espero ter vida  para todos dias repetir a rotina, os exercícios, o local , respirar, andar, ir ao banheiro e embora o desgaste dos meus ossos seja contínuo e gere inflamação,  por isso gera a dor , eu espero continuar viva ! 

Viva e inútil, como diz o Padre FÁBIO DE Mello.

Será que quando somos inúteis ainda prestamos? Temos amigos, família, amores?   

O legal também éo questionamenro : Quando a gente é útil e se mata traabalhando  porquê ninguém vê??? 

 Existem dores que aparecem depois de um exercício, de um esforço maior ou de um dia cansativo. E existem dores que simplesmente fazem parte dos dias.

Durante muito tempo, meu corpo deixou de realizar movimentos que antes eram automáticos. Houve uma fase em que eu precisava de ajuda para atividades muito simples: vestir uma meia ou uma roupa íntima, puxar uma coberta, tomar banho, ir ao banheiro ou pegar alguma coisa que tivesse caído no chão.

Sentar para assistir televisão não era uma possibilidade. A coluna precisava permanecer apoiada no colchão, e a cama chegou a ocupar a sala.

Vieram períodos de dor aguda e extrema, alterações na fala durante as crises, dificuldade para controlar alguns movimentos, desequilíbrio, tremores e enorme esforço para sentar, levantar e subir escadas. Na fisioterapia, movimentos hoje aparentemente simples eram quase impossíveis. Um afundo não saía. Alguns exercícios provocavam enjoo. Houve momentos em que me abaixar era suficiente para me deixar à beira de um desmaio.

Depois vieram a cirurgia, a reabilitação e um longo processo de reaprender possibilidades.

Ainda convivo com dores. Elas podem surgir na lombar, cervical, escápula, quadril, virilha, joelho, tendões, clavícula, tórax, braços, coxas e pernas. Algumas são fisgadas; outras parecem pressão, aperto, rigidez ou uma sensação de que determinada articulação está “engessando”. Existem ainda sensações difíceis de explicar para quem nunca as experimentou.

Por isso, quando digo que sinto dor durante um exercício, nem sempre estou falando daquela dor muscular comum do esforço físico. Normalmente é for da patologia e não do exercício. 

Meu tratamento conservador inclui justamente aquilo que, à primeira vista, poderia parecer contraditório: movimento.

Os exercícios fazem parte da estratégia para preservar mobilidade, força, trofismo muscular e estabilidade do core, além de combater a rigidez e tentar conservar o máximo possível da minha capacidade funcional.

Há comprometimentos importantes( coluna/ quadril/ braço) documentados em exames ( RM e tomografias/ realizadas no BaíaSyl/ Clínica Imagem _ Cirurgia de descompressão de medula, hérnia de disco etc. ) e acompanhados por médicos. No quadril, existe desgaste articular e possibilidade de intervenção cirúrgica futura caso a evolução exija. No ombro e braço, há comprometimento importante do manguito rotador e osteoartrite, cotoceloe e  o fortalecimento da estrutura preservada tornou-se parte fundamental da conduta conservadora.

A RM da cervical pôs cirúrgica nso retirou as patologias descritas. 

A coluna limbar e cervical possuem artrose facetária degenerativa, dor crõnicaxe oermanente, sem cura.

Escolhi, junto aos profissionais que me acompanham, continuar investindo no movimento enquanto isso for possível e adequado.

Talvez por isso eu tenha aprendido uma diferença importante: ter uma doença ou uma alteração degenerativa não significa que todas as pessoas vivam a mesma experiência.

Duas pessoas podem carregar o mesmo nome de diagnóstico e ter histórias completamente diferentes.

A minha história inclui dor crônica, limitações importantes e momentos em que perdi uma parcela enorme da minha autonomia. Mas inclui também fisioterapia, cirurgia, reabilitação, exercício e muitas pequenas reconquistas.

Hoje faço movimentos que um dia pareceram impossíveis.

Continuo sentindo dor praticamente todos os dias. Aprendi, porém, que não preciso transformar cada episódio em um acontecimento. Identifico, observo, cuido e sigo dentro da medida do possível.

Quando algo foge do padrão, presto atenção. Quando é aquela velha dor conhecida, faço o que aprendi a fazer e continuo.

Porque conviver com dor crônica também é aprender a administrar a própria energia.

E há sempre alguém que poderá dizer: “Tem coisa pior”.

Claro que tem.

Mas reconhecer que existem sofrimentos maiores não apaga aquilo que cada pessoa precisou atravessar.

Hoje, quando olho para tudo o que meu corpo já não conseguia fazer e para aquilo que voltou a realizar, prefiro pensar menos no que perdi e mais no que consegui recuperar.

Ainda há dor e já sei que vou lidar o resto da vida com ela , que pode ficar aguda em determinados momentos.

Mas há movimento.

E, para mim, movimento também significa liberdade.

Atualmente eu não peticiono mais. Sou advogada.

 Não posso me estressar  de forma nenhuma, para não gerar um quadro de encefalite ou meningite produzido por herpes simples. para evitar as fisgadas na cabeça que normalmente são dos nervos que passam pela cervical. 

 Procuro falar com calma para não teocar as frases e muitas vezes entro num lapso de nuvem.  

Os remédios como diclofanaco, flancox..  não resolvem. Precisa ser o adesivo Restiva e o Nusira. Eu evito porquê eles não tiram a dor e me deixam nauseada. Carrego sempre.

Seu Carlos, taxista de Floripa dov32406009 goi chamado e me kevou para o Hospital com crise aguda decdor, vislumbrou a cenade wu nao conseguir falar e trocar as frases. 

Isso é muito difícil para quem fazua rudo e ainda usava a plavra e raciocínio como trabalho durante 30 anos. 

Gratidão! 


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