Roteiro de um filme de terror!
Detectar afogamento social, moral, ético, tentar enlouquecer o outro, causar desconforto.. pulseira: vá ouvir a aua vida!
No Direito, a gente fala em autoria, participação, cumplicidade, responsabilização de quem adere conscientemente a uma prática ilícita ou contribui para que ela aconteça.
E então eu penso: enlouquecer uma pessoa deliberadamente, confundi-la, fazê-la duvidar da própria percepção, expô-la repetidamente a situações destinadas a desorganizá-la e, depois, usar essa própria desorganização contra ela seria uma violência gravíssima.
Imagine colocar áudios, falas ou ruídos para que uma pessoa escute, perceba, tente entender de onde vêm e, depois, quando ela relata aquilo, todos negarem e ainda dizerem que “é coisa da cabeça dela”.
Imagine fazer isso dentro de casa, em locais públicos, em veículos, em estabelecimentos, em situações em que a distração causada pode inclusive provocar um acidente.
Por quê?
Para quê?
Eu me pergunto isso porque já passei anos tentando compreender sons e falas cuja origem eu não conseguia identificar. Cheguei até a procurar dentro da própria casa, subir para verificar de onde poderiam vir e, numa dessas tentativas, quebrei um cano. Quase quebrei a perna .É um Dulce de terror de anos. Só nesse bairro. Já morei em Santa Maria e isso não ocorria quando morava lá, a não ser nas férias que fui. Morei em Bagé e nunca aconteceu isso lá.
Quando uma pessoa começa a perceber alguma coisa e não consegue localizar sua origem, naturalmente ela para, presta atenção, tenta compreender e começa até a duvidar da própria percepção.
E é exatamente aí que mora a perversidade de qualquer prática que tenha por finalidade confundir alguém: fazer a própria vítima questionar aquilo que percebe. Fazer vingancinha com palavras , atos , crueldades, intrigas e o pior que isso pode gerar comportamentos de pessoas e inclusive de profissionais achando que vc é tarada porquê brincou de falar na sua casa de sexo ou porquê achou um homem lindo e com curriculum legal e elogiou . Ainda : Achismos absurdos que nunca fizeram parte de você ou da sua vida . E o perigo desses achismos por civis. Civis ? Quem ? Marinheiros, bandidos, tarados, reprimidos, religiosos, incultos,.... ... todo e qualquer tipo de pessoa que não queremos conhecer e nso devemos explicações , porquê não interessa a mim a vida do outro e suas escolhas e assim deve ser : vice e versão para que haja no mundo civilidade , democracia e direiro! Furto de idéias, provocações, comportamentos armados , falas planejadas ,....
E se ainda houver, depois disso, a tentativa de atribuir automaticamente à pessoa uma doença que ela não possui ou de medicá-la sem necessidade, o problema se torna ainda mais grave.
Medicamentos não são brincadeira. Quem faz isso é conivente com tentativa de homicídio!
Diagnósticos não são brincadeira.
A saúde mental de ninguém pode ser utilizada como instrumento de desqualificação.
Também penso na privacidade.
Imagine se fosse normal alguém saber, dentro da casa de outra pessoa, informações bancárias, aonde ela vai, quando volta, o que pretende comprar, quem ama, quem deseja encontrar, aonde deseja viajar, o que planeja fazer.
Isso permitiria interferir em praticamente todos os aspectos da vida de alguém.
Relacionamentos.
Intimidade.
Trabalho.
Família.
Patrimônio.
Saúde.
Rotina.
Sentimentos.
Segurança.
Liberdade.
E existe ainda uma coisa muito humana: aquilo que falamos dentro de casa.
Quem nunca brigou com os pais?
Quem nunca reclamou de alguém da família?
Quem nunca falou alguma coisa num momento de raiva e, cinco minutos depois, nem pensava mais daquela maneira?
Às vezes, falar entre quatro paredes é justamente uma forma de não somatizar, de colocar para fora, de organizar sentimentos.
É quase uma terapia espontânea.
A pessoa está dentro da sua casa, na sua intimidade, no seu espaço privado.
Aquilo não é discurso público.
Não é declaração oficial.
Não é autorização para gravação, divulgação ou utilização daquilo contra ela.
Então eu pergunto:
Se fosse com você?
Se alguém tivesse acesso à sua vida privada?
Às suas conversas?
Às suas irritações momentâneas?
Às suas confidências?
Àquilo que você disse sem maldade alguma, apenas porque acreditava estar protegido pela intimidade da sua própria casa?
Você acharia correto?
E se alguém pedisse a você para participar de algo assim contra outra pessoa?
Eu não faria.
Eu contaria.
Porque determinadas coisas ultrapassam qualquer divergência, qualquer antipatia, qualquer disputa.
Quem condena autoritarismos não pode reproduzir métodos de controle, invasão de intimidade, perseguição ou desumanização.
Caso contrário, muda apenas o discurso.
A crueldade continua a mesma.
E então volto à pergunta que não deveria sequer precisar ser feita:
E o Direito?
E a privacidade?
E a intimidade?
E a dignidade da pessoa humana?
E as leis?
E eu?
Vivos e vidas obliterando outras . Filme de terror !
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